sexta-feira, 28 de maio de 2010

Goste de alguém que te ame!


Goste de alguém que te ame...
Alguém que te espere; Alguém que te compreenda mesmo nos momentos de loucura; De alguém que te ajude, que te guie, que seja seu apoio, tua esperança; teu tudo. Goste de alguém que não te traía, Que seja fiel, que sonhe contigo; Que só pense em você, no teu rosto, na tua delicadeza, no teu espírito. E não no teu corpo, nem em teus bens. Goste de alguém que te espere até o final; De alguém que sofra junto contigo, que ria junto a ti, que enxugue suas lágrimas, que te abrigues quando necessário, que fique feliz com tuas alegrias e que te dê forças depois de um fracasso. Goste de alguém que volte pra conversar com você depois das brigas, depois do desencontro. Goste de alguém que caminhe junto a ti, que seja companheiro, que respeite tuas fantasias, tuas ilusões. Goste de alguém que te ame. Não goste apenas do amor. Goste de alguém que sinta o mesmo sentimento por você...”


(autor desconhecido)

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Nos transformamos nos encontros!

Há um texto escrito por Roberto Crema que gosto muito, diz assim:
"Ninguém muda ninguém.Ninguém muda sozinho. Nós mudamos no encontro.
Simples, mas profundo, preciso.
É nos relacionamentos que nos transformamos.
Somos transformados a partir dos encontros desde que estejamos abertos e livres para sermos impactados pela idéia e o sentimento do outro.
Você já viu a diferença que existe entre as pedras que estão na nascente de um rio e as pedras que estão em sua foz?
As pedras na nascente são toscas, pontiagudas, cheias de arestas. À medida que elas vão sendo carregadas pelo rio, sofrendo a ação da água e se atritando com as outras pedras ao longo de muitos anos, elas vão sendo polidas, desgastadas.
Assim também agem nossos contatos humanos.
Sem eles a vida seria monótona, árida.
A observação mais importante é constatar que não existem sentimentos bons ou ruins sem a existência do outro, sem o seu contato.
Passar pela Vida sem se permitir um relacionamento próximo com o outro é não crescer, não evoluir, não se transformar.
É começar e terminar a existência com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.
Quando olho para trás vejo que hoje carrego em meu ser várias marcas de pessoas extremamente importantes. Pessoas que, no contato com elas me permitiram ir dando forma ao que sou, eliminando arestas, transformando-me em alguém melhor, mais suave, mais harmônico, mais integrado.
Outras, sem dúvida, com suas ações e palavras me criaram novas arestas que precisam ser desbastadas.
Faz parte...
Revezes momentâneos servem para o crescimento.
A isso chamamos experiência.
Penso que existe algo mais profundo ainda, nessa análise.
Começamos a jornada da vida como grandes pedras cheias de excessos.
Os seres de grande valor percebem que ao final da vida foram perdendo todos os excessos que formavam suas arestas, se aproximando cada vez mais de sua essência e ficando cada vez menores, menores, menores...
Quando finalmente aceitamos que somos pequenos, ínfimos, dada a compreensão da existência e importância do outro, e principalmente da grandeza de Deus, é que nos tornamos grandes em valor.
Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado?
Sabemos quanto se tira de excesso para chegar no seu âmago.
É lá que está o verdadeiro valor...
Pois Deus fez a cada um de nós com um âmago muito forte e muito parecido com o diamante bruto, constituído de muitos elementos, mas essencialmente de Amor.
Deus deu, a cada um de nós, a capacidade de amar... Mas temos que aprender como. Para chegarmos a esse âmago, temos que nos permitir, através dos relacionamentos, ir lapidando todos os excessos que nos impedem de usá-lo, de fazê-lo brilhar.
Por muito tempo em minha vida acreditei que amar significava evitar sentimentos ruins.
Não entendia que ser ferir e ser ferido, ter e provocar raiva, ignorar e ser ignorado faz parte da construção do aprendizado do amor.
Não compreendia que se aprende a amar sentindo todos estes sentimentos contraditórios e... os superando.
Ora, esses sentimentos simplesmente não ocorrem se não houver envolvimento...
E envolvimento gera atrito.
Minha palavra final: Atrite-se! Não existe outra forma de descobrir o Amor. E sem ele a Vida não tem significado!

Pude relacionar este belíssimo texto com as aulas de Psicologia Social ministrada pela professora Carmedite:

A psicologia social é definida por Aroldo Rodrigues como "o estudo das manifestações comportamentais suscitadas pela interação de uma pessoa com outras pessoas."
Não podemos imaginar vivermos totalmente sozinhos neste mundo, isto porque, somos animais sociais, criaturas que se agrupam, dependem umas das outras física e psicologicamente durante toda a vida. Um relacionamento com outros seres humanos é uma necessidade à sobrevivência e ao bem-estar. Nós nascemos com a predisposição para nos tornarmos seres sociais e para isso, precisamos passar por vários processos de socialização que vão formando a nossa concepção de mundo. Portanto, tudo que se passa dentro de nós foi construído na sociedade, no encontro, na vivência com o outro.
A formação do conjunto de nossas atitudes (crenças, valores, opiniões) se dá no processo de socialização, quando nos tornamos membro de um determinado conjunto social, aprendemos seus códigos, suas normas e regras básicas de relacionamento e nos apropriamos dos mesmos.
Concluímos que a vida humana é inevitavelmente uma vida de encontros, uma vida grupal de relação e interação com o outro!


Por: Taiane Leite